Cassiano

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Na sexta-feira passada, debaixo do mais absoluto silêncio, um dos maiores artistas da MPB completou 73 anos. Aliás, o silêncio que o cerca vem de décadas. Graças a ele, Tim Maia, Hyldon e outros compositores, a música do Brasil incorporou o que havia de melhor dos gêneros musicais estadunidenses de tradição negra como a Motown. Falo de Cassiano.

Fez quatro discos, todos marcados pela genialidade e inovação. Subitamente, sua carreira sofreu sério abalo no ano de 1978: teve um problema de saúde e precisou remover um dos pulmões. O afastamento que poderia levar até alguns anos ultrapassou uma década, até que em 1991 Cassiano lançou “Cedo ou tarde”, um trabalho hoje chamado pelo formato duets, com jovens estrelas da música de então, casos de Marisa Monte e Ed Motta. Era para ter sido a sua redenção, o seu retorno, mas não aconteceu.

E assim se passaram 25 anos até aqui. Nenhum novo trabalho, nenhum disco em catálogo, nada, nada, nada.

Salvo raras imagens mais recentes, em ação como produtor da legendária Banda Black Rio, agora comandada pelo talentoso tecladista William Magalhães, filho do saxofonista fundador Oberdan Magalhães (e este, sobrinho de Silas de Oliveira), não se consegue ver nada de Cassiano hoje em dia que não seja no esforço individual de blogueiros.

“Mais um ano se passou/e nem sequer ouvi falar seu nome”.

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