Debbie Harry

blondie pincel

Para muitos brasileiros minimamente esclarecidos sobre as coisas dos Estados Unidos, Miami está longe de ser um polo de sofisticação. Mas foi justamente de lá que veio um dos patrimônios da elegância e da beleza estadunidenses: a cantora e atriz Debbie Harry, mais conhecida como a voz – e o rosto – do Blondie, a popular banda por-rock-tudo surgida no meio dos anos 1970. Mas a vida em Miami durou muito pouco tempo, registre-se.

Debbie foi adotada aos três meses de vida pela família Harry, de Nova Jersey, sem jamais se interessar pelos pais biológicos. Cresceu, trabalhou como coelhinha da Playboy, posando em várias fotos sensuais. No final dos anos 1960, foi garçonete no Max’s Kansas City, uma das badaladas casas noturnas de Nova York, e começou a carreira musical cantando em uma banda folk chamada Wind in the Willows.  Ainda com cabelos castanhos.

Tudo mudou em 1973, quando conheceu o guitarrista Chris Stein. Namorados, ambos faziam parte de um grupo teatral que misturava música em suas apresentações, os Stilletos, mas resolveram montar uma banda própria em 1974. Já com o cabelo pintado de loiro que a marcaria para sempre, Debbie foi a inspiração para o nome da nova banda, Blondie.

O grupo ficou famoso no circuito punk nova-iorquino, e Debbie passou a ser vista como musa. Abençoados por Iggy Pop e David Bowie, o Blondie tocou nos clubes punk mais badalados da época, como o lendário CBGB (berço de bandas como Talking Heads e Ramones), Mothers, e até no Max’s Kansas City, onde até pouco tempo antes, Debbie servia bebidas e ganhava gorjetas. Aos 30 anos de idade (nascida em 1945), ela era a namoradinha da América. Num turbilhão passando por fama, dinheiro, drogas e conflito, o grupo durou até 1983. Quinze anos depois, retornaria com força até os dias atuais. No período, ela gravou vários discos em carreira solo e fez um monte de filmes.

Debbie continua a chamar as atenções. Perto dos 71 anos de idade, a jovem senhora ainda mantém o charme irresistível de quando despontou para o cenário mundial de quarenta anos atrás. Bela, intensa, provocativa, ousada, encantou gerações. Fez muita coisa, mas é impossível pensar em suas feições quase angelicais na gravação de “Heart of Glass” sem tê-las como um dos marcos da segunda metade do século XX.

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Debbie-Harry 2016

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